sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Nudez despedaçada















Por: Marcos Vinícius Almeida

É necessário destruir-se de vez em quando:
quebrar as rotinas, a esclerose dos dias,
drenar ferrugens, inércias, paradeza.

A vida é carrossel, dança e andança,

movimento que produz atrito,
despedaça, bambeia os alicerces;

Destruir! Destruir, por favor - renovar, criar, beleza;
-A vida é lúxuria e ascetismo:
E nada mede as coisas, senão os fins e seus começos...
Transborda e me trasporta no teu colo -
que arregasso teu ventre com pecados deliciosos,
E com razão;
Anda, destampa a cara no mundo,
Esquece as máscaras, ou pelo menos se diverte.
Aprende com os silêncios,
Incorpora a liberdade dos teus compromissos até a última gota!
Importuna as oportunidades...
Aceita viver de bambezas e safadezas;
guarda enfim, tuas pedras...

2 comentários:

Meia Lua disse...

Alma nua...

Numa lama imunda...

Despindo-me de pudores...

Delícia de ler...

Meia Lua disse...

Alma nua...

Numa lama imunda...

Despindo-me de pudores...

Delícia de ler...