domingo, 27 de setembro de 2009

"Sinto que é como sonhar" [Salvador setembro]

Penso que todos os meus sonhos hão sim de se realizar, talvez se trate de um otimismo exagerado entretanto é isso que me leva pra frente, é o que me faz seguir, uma espécie de norte que faz acreditar que se está no coração é por que é possível.
Apesar disso, realizar sonhos não é algo com que eu esteja totalmente adaptada, há bem pouco tempo "acordei" de um dos sonhos mais bonitos que vivi, e que me fez esquecer que as vezes a vida pode ser cinza. Há quase dois anos o colorido que se pinta na minha vida quase sempre é obra desses "seres traquinas" sim, dos amelísticos, que entraram na minha vida com a autoridade de quem avisa que dela não sairá e com os sorrisos, ah, os sorrisos mais lindos que conheci e abraços mais sinceros que já ganhei.
Conhecer Salvador estava há mais de um ano em nossos planos (meu e de rafa, amiga e minha companheira de aventura) nesse tempo centenas de e-mails, scraps, mensagens sms com combinações até o dia em que as passagens foram compradas, começava ali a contagem regressiva, em que depois do 1 viria o abraço da nossa Dora e de Vitor. Pois que Salvador não tinha sido escolhida por acaso é a terra de Dó, Vitor e de tanta gente linda.
Dora eu conheci num píc nic amelístico aqui em são paulo em maio de 2008
e se tornou minha amiga desde então, Vitor eu ainda não conhecia mas sempre me disseram que era super gente boa além de ser o primeiro amelístico que Rafa conheceu na comunidade. Depois de mais de dois anos Rafa ia finalmente conhece-lo, não era qualquer emoção, era um sentimento de visita tão sonhada de poder abraçar quem a gente tanto lamentava estar longe. Quem vive esse lamento de ter algum amigo longe sabe bem como é, sabe que a distância faz apertar o coração e que quando o outro precisa de um abraço faz querer pegar o primeiro avião pra poder estar perto, distância que as vezes faz até chorar de saudade do abraço que sequer conhece.
Dia 15 de setembro saí de São Paulo e cheguei ao aeroporto Vira Copos em Campinas com horas de antecedência (ansiosa eu? imagiiiiina!) fiquei ali esperando Rafa que logo chegou, feito o check in uma olhava pra outra e repetia a expressão "a gente tá indo mesmo!" totalmente incrédulas de que chegara o dia do nosso sonho e que a partir dali a nossa única tarefa era abrir olhos e viver aquilo.
Depois de 2 horas de vôo chegamos em Salvador, o coração não queria parar no peito, na verdade pulava numa ansiedade gigante, assim que desembarcamos vimos co
m uma plaquinha na não escrita "INOX s2" a nossa Dora acompanhada de Nai (amiga incrível da nossa Dózinha). O momento do encontro eu descreveria como abraçar alguém que você ama, simples e lindo assim! Com Dora tremendo ainda com a emoção do encontro ali em sua terra e Rafa e eu ainda bobas com o fato daquilo tudo estar finalmente acontecendo.
Dessas coisas que você precisa viver, quem tem alguma história de amizade na prazeres sabe como isso é bonito e quase que inacreditável, sabe como é preciso sentir pra crer.
A primeira noite em Salvador começou como acabaram todas as outras que se seguiram com amigos em volta de uma mesa de bar batendo ótimos papos, com risadas e boa música entoadas quase sempre por nós mesmos e com direito a foto do coração, (a prim
eira de muitas) um coração com os nomes de pessoas tão amadas e que estiveram com a gente durante todo o tempo.
Os dias seguiram cheio de encontros e momentos especiais como o primeiro abraço entre Vitor e Rafa, que finalmente se conheceram, coisa mais linda de se ver e alegria em poder estar ali pra ver o abraço dos dois. Além das noites no Rio Vermelho comendo acarajé da Dinha ou dançando no "baile esquema novo" Vitor, Dora e os amigos nos receberam de um jeito tão bonito, tão especial que era como se a gente estivesse em casa.
No domingo dia 20 acordamos às 09 da manhã após dormir cerca de 3 horas, entretanto ninguém se importava, era dia de pic nic amelístico! Pic nic combinado durante mais de um mês na comunidade e que contava com participações como a de o Israel nosso intérprido curitibano que chegou na sexta-feira e foi levar seu abraço também no pic nic, este com direito a tchu tchu, a novos abraços e sorrisos, a bons papos sobre música, a apresentações no estilo "quem sou eu" além de ótimas comidinhas. Acostumada com o clima que permeia os en
contros após tantos pic nics em São Paulo por um momento senti o mesmo que senti no meu primeiro pic nic, fiquei ali olhando o papo, os olhares tímidos, a essa altura
acreditando em tudo que estava vivendo e já com o lamento de que a viagem estava acabando. Talvez por afeição confesso, mas acho pic nic amelístico sempre especial, com duas ou com 40 pessoas sempre rende pelo menos uma boa história ou por ventura uma grande amizad
e e o de Salvador por tudo que representava foi mágico! O pic nic foi chegando ao fim, e foi diferente e também triste dar tchau a pessoas que sei que vou demorar ainda um tanto a reen-
contrar, agradecida me despedi do picnoso que teve seu final com um sorvete na ribeira e mais
tarde (mais) acarajé na Cira.
O tempo dessa vez não pediu sequer licença, na segunda-feira percorremos o Pelourinho, fomos ao Mercado Modelo, ao Elevador Lacerda e terminamos a noite como foi nossa chegada, numa mesa de bar contando histórias, ouvindo música e com uma certa dor que acompanha até hoje, a da despedida. Abraçamos Vitor, Israel e seguimos pra casa da Dó, que é preciso dizer, foi o nosso anjo durante a viagem e que apesar de exausta após 7 dias de tantos passeios não deixou de nos dar atenção e que fez a gente respirar amor durante todo esse tempo.
Terça-feira o vôo marcado pras 11:50, o dia ia ser corrido, Rafa e eu acordamos e deixamos Dó descansando, segui com Rafa pra praia, nos despedimos da Bahia tomando banho de mar numa promessa silenciosa de que voltaríamos, ainda encontramos o irmão de Dora que estava a caminho da aula e que se despediu pedindo desculpas por qualquer coisa (a gente é que deveria dizer isso rs )e dizendo pra gente voltar, pois é, vale dizer também que o irmão e tio da Dó (que ainda nos deve a receita do doce de tapióca com côco) também foram incríveis conosco! Fomos pra casa (a essa altura já era também um pouco a nossa casa) e com Dora seguimos pro aeroporto, o caminho quase todo em silêncio, de vez em quando as três trocavam olhares com uma dor comum, algo que a gente queria tanto postergar mas que já estava ali, chegamos no aeroporto e descobrimos que Vitor infelizmente não ia conseguir chegar a tempo pra se despedir, mesmo assim foi tão bonito ainda que por telefone, Dora e eu ficamos ali sorrindo e emocionadas junto com a Rafa que chorava ao se despedir do amigo de tanto tempo e mesmo conhecendo Vitor há pouco tempo eu sabia que do outro lado da linha ele devia estar desmanchando em choro também. Pois Dora estava ali nos olhando com aquela cara de despedida com os olhinhos de quem já tinha chorado tanto e que em cada abraço voltava a se emocionar, penso também que despedidas só devem mesmo existir por que sem elas não há encontros pois fosse diferente seria muito bom poder não sentir a dor de se despedir de alguém que a gente ama.
Nos abraçamos e embarcamos rumo a São Paulo, duas horas depois me vi acordada de "um sonho bom que veio", com uma dor sem fim de saudade da convivência diária e de tudo que vivemos, mas com as mais lindas lembranças, palavras, sorrisos, abraços, brincadeiras enfim, dias que eu vou levar comigo pra toda a vida, pois essas pessoas fazem parte do que eu sou, são o que de mais bonito há em mim. E quando Chico pergunta na canção "O que será, que será?..." pensando neles respondo com propriedade: É amor!


7 comentários:

Rafa Serafim disse...

sua feiosa! chorei de novo!
um filme passou na minha cabeça e por um momento pude sentir de novo toda a alegria que nos acompanhou durante a viagem!

te amo, minha companheira de neve!

Theo disse...

Bonito e emocionante.
Espero que a amizade de vcs durem eternamente!
Bee.ijos!

Dora disse...

coisa mais linda, meu coração não aguenta tanta saudade assim, essas meninas são fodas, ai ai!

Gabriela disse...

chorei só de ler. tão bom saber da felicidade de vocês! e ver os sorrisos que eu ouso chamar de meus tbm. amo muito muito muito! =)

Vitor Tamar disse...

Chorei ontem lendo no MSN e chorei hoje lendo aqui... É, Rê... Você faz a gente rir e chorar... =)

mariah_portella disse...

Bom... sem palavras... Quase me senti em Salvador.
E me lembrou muito quando vocês estavam aqui comigo...
ô Saudade!

O video ta lindo.
Essa musica é de matar.

E a Dó falando "amar é uma délicia" é a coisa mais linda. *.*
Que sotaque fofo, gezuizi!

Frida Cores disse...

Ahh, que lindo!!! isso que é a grandeza da vida!